Toscana Brasileira

Natureza exuberante na Serra da Mantiqueira

Sabe aquela súbita vontade que inunda seu espírito estradeiro e parece implorar que você, num passe de mágica, esteja conduzindo um bom carro por uma estrada aprazível, com curvas suaves, montanhas idílicas, céu azul adornado com nuvens que se aglomeram criando desenhos surreais, clima ameno na faixa dos 21 graus e, para ficar ainda mais legal, que a região seja repleta de parreiras, plátanos e oliveiras? Se isso ocorrer, fique tranquilo, não se preocupe caso seu tempo ou suas finanças não lhe permitam, no momento, dar um giro pela Toscana, ou pelo Vale do Loire ou, ainda, pensando num lugar mais próximo, por Mendonça, na Argentina. Tudo isso é possível encontrar na Serra da Mantiqueira, elevação montanhosa encantadora que se debruça no entroncamento entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Certamente o leitor conhece, no mínimo de ouvir falar, a cidade mais famosa da Mantiqueira, Campos do Jordão. Mas nosso destino não foi para lá. Até porque não seria na charmosa Campos que encontraríamos parreiras, plátanos e oliveiras. Com um Mercedes-Benz A200, um compacto de 156 cv capaz de alcançar 100 km/h em menos de oito segundos, buscamos atender plenamente a tal vontade súbita de sair de uma grande metrópole como São Paulo após o café da manhã para almoçar, digamos assim, em uma região que em tudo, exceto naquele inconfundível sotaque mineiro, lembra a poética Toscana e, não por outra razão, é conhecida como “Toscana brasileira”. Nosso destino foi a pequena e ainda pouco conhecida cidade do sul de Minas Gerais, Maria da Fé, incrustrada bem no meio da Serra da Mantiqueira a cerca de 1.200 metros de altitude.

Em harmonia com o lugar

Pegar estrada sempre é uma experiência enriquecedora e, a bordo do A200, sem dúvida alguma as horas ao volante se tornam prazerosas. A grande novidade do novo Classe A, com motorização flex, é a tecnologia “Dynamic Select” que permite ao condutor mudar as características do veículo, incluindo motor, transmissão, suspensão e direção, em segundos – ao toque de uma tecla os modos de condução são alterados do mais confortável, passando pelo mais esportivo, até o mais eficiente. Ao todo, são quatro opções: Comfort, Sport, Eco e Individual.

Equipado com os sofisticados sistemas eletrônicos e amortecedores, além do freio estacionário elétrico e o caliper frontal, todos da ZF, este é um compacto que reúne o estado da arte em alta tecnologia. De São Paulo a Maria da Fé, pela via Dutra, são quatro horas respeitando os limites de velocidade. Sem pressa, curtindo a viagem, o silêncio e o conforto do A200. E, certamente, aproveitando todo visual a partir da saída da Via Dutra sentido Itajubá, cidade de médio porte que fica mais próxima de Maria da Fé. Daí para frente você vai encarar as características mais marcantes da Serra da Mantiqueira: montanha acima por uma estradinha pontilhada por curvas sinuosas agradáveis e outras, exageradamente fechadas.

No termômetro digital do carro você percebe, à medida que vai subindo as montanhas, a temperatura descendo grau a grau. Uma dica a partir deste ponto: deixe de lado aquela pressa urbana. Diminua a pressão no pedal do acelerador. Curta o visual. Mais uma hora e meia de muitas curvas e poucas retas, subindo sempre, o carro passa por aquela tradicional inscrição em garrafais letras de concreto que indicam as pequenas cidades do interior do Brasil. Lê-se Maria da Fé. A cidade é relativamente nova, tem pouco mais de um século e se pesquisar sobre a origem do nome da cidade vai encontrar versões curiosas que misturam lenda com algum fato histórico. Independente de qualquer coisa, convenhamos, é um nome simpático.

No exato momento em que você oficialmente entra na cidade já é hora de fazer uma parada. Logo na primeira rotatória, à sua esquerda, uma gritante surpresa. Você vai se deparar com o ateliê do badalado artista Leonardo Bueno que metamorfoseia madeira nas mais surpreendentes e angulosas obras de arte. Já de cara a arquitetura de seu ateliê, uma caixa de concreto cru adornada por uma ampla vitrine de vidro, destoa de qualquer característica arquitetônica da cidade. Na verdade, destoa de tudo, e é, em si, uma obra de arte. Chamaria a atenção onde quer que fosse erigido: Paris, Roma, Nova York, Rio ou São Paulo. Mas está ali, brejeiramente, logo na entrada da pacata Maria da Fé.

Bem, a ideia era fazer um passeio à Toscana Brasileira, né? Ver parreiras e oliveiras de perto. Mas ao passar por um ateliê de arte moderna no meio da Mantiqueira o bom senso pede para parar e dar uma boa olhada. Ainda bem que paramos. Assim podemos recomendar: se você, caro leitor, resolver fazer este passeio, reserve umas horas para conhecer este espaço e as peças de Leonardo Bueno. Contudo prepare- se porque a prosa é boa, as peças são deslumbrantes, mas nem tente convencê-lo a lhe vender uma delas. Ele é fiel aos lojistas que compram dele. Bueno é gentil, bom de conversa, conhece tudo de Maria da Fé, poderia até ser um guia turístico, mas para comprar uma de suas peças só mesmo nas grandes lojas das capitais. Vale, logicamente, a visita a seu ateliê que é, em suma, uma elegante e moderna galeria de arte com suas obras mais icônicas em exposição.

Fizemos amizade e Leonardo Bueno seguiu com a gente até a Fazenda Maria da Fé, que fica a uns sete quilômetros do centrinho da cidade, pegando estrada de terra bem ajeitada que, a bordo do A200, sequer foi possível notar que trafegávamos em terra batida. Na fazenda e arrabaldes, aí sim você se sentirá, verdadeiramente, fazendo um tour por um cantinho da Toscana. Fazendas e sítios nesta região cultivam oliveiras. No centro da cidade, inclusive, há algumas oliveiras quase centenárias. E o azeite genuinamente brasileiro surgiu primeiro por aqui, fruto de trabalho e pesquisa da Epamig – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais.

Obra de arte do artista Leonardo Bueno

A dica é visitar a Fazenda Maria da Fé porque é o lugar que mais vem investindo em turismo na região cuja atividade turística ainda é muito incipiente. A fazenda já existia, com seus aproximadamente 40 mil pés de oliveira, com outro nome. A partir do ano passado foi comprada por Dona Mirta Bonifácio, uma senhora muito simpática que nasceu na Argentina e, desde os 12 anos, vive em São Paulo mas que tem, há décadas, na Serra da Mantiqueira, fazenda de madeira, em Delfim Moreira. A família sempre lidou com madeira e, desde o ano passado, resolveu diversificar e investir no cultivo de oliveiras e na produção de azeite extra virgem.

Marcelo Bonifácio, filho de Dona Mirta, faz a gestão dos negócios. E com olhar empreendedor, tratou logo de comprar uma máquina italiana, da Toscana, para moer as próprias azeitonas. Os demais produtores da região moem em uma máquina da Epamig mas Marcelo quer oferecer também sua máquina para quem quiser usar (já que na safra ela pode ficar ligada 24 horas por dia) e no mesmo regime de trato oferecido pela estatal mineira: 80% do azeite vai para o produtor e 20% fica com quem faz a moagem. Uma transação em que não entra dinheiro e sim vantagens para os dois lados.

Você deve agora estar pensando na seguinte pergunta: mas este azeite brasileiro, no caso, mineiro, é tão bom quanto os grandes azeites produzidos por países com experiência secular nesta arte como Itália, Portugal, Espanha, Grécia ou Turquia? A resposta é sim, e vai outra informação importante sobre azeites que pouca gente sabe: azeite bom é azeite fresco! Ou seja, quanto mais rápido a azeitona é colhida, moída e transformada em azeite, melhor será o produto. É o que diz Marcelo Bonifácio que, de tanto estudar o assunto, tirando sua modéstia, já poderia ser considerado um especialista. Para assegurar o frescor, o aroma frutado e o sabor que vai variar em graus de muito picante até mais suave, o azeite tem que ser fresco. “O azeite produzido aqui sempre será melhor que qualquer azeite feito na Europa unicamente por causa do frescor”, conta Bonifácio. Diferente daquela máxima dos grandes vinhos que precisam envelhecer em tonéis de madeira, o azeite já nasce esplendoroso e vai perdendo suas qualidades com o tempo. Em resumo: deve ser consumido jovem.

Na Fazenda Maria da Fé o azeite leva o mesmo nome e tem mais: tem o queijo meia cura curtido no azeite, tem o doce de leite que, com o perdão do trocadilho, é um deleite e, o suprassumo, é lá mesmo que você deve parar para almoçar o que há de melhor e mais típico da culinária mineira com toque italiano. Tudo isso regado, sem parcimônia, com o genuíno e frutado azeite brasileiro!

Parceria de sucesso

Na fábrica de automóveis da Mercedes-Benz em Iracemápolis, SP, a ZF tem uma unidade operativa com 2 mil metros quadrados que é responsável pela montagem de sistemas de chassis, eixos dianteiros e traseiros completos bem como o conjunto de powertrain para os veículos Classe C e GLA que são manufaturados nesta nova unidade industrial da montadora.

A ZF recebe os componentes importados da Mercedes- Benz da Alemanha. As montagens preliminares dos sistemas de chassis são feitas na unidade da ZF em Sorocaba. O conjunto completo é entregue pela ZF para a linha de montagem da Mercedes-Benz do Brasil no sistema JIS, (just in sequence).

A produção dos sistemas de chassis é desenvolvida em dois módulos, sendo um para componentes de powertrain que inclui motor, transmissão, radiador e eixo dianteiro, e o outro módulo que consiste no eixo traseiro completo.

A construção desta operação da ZF dentro no site da Mercedes-Benz em Iracemápolis é a primeira planta sendo alocada dentro de uma unidade produtiva de um cliente no Brasil. Mas a ZF tem longa experiência neste modelo de negócios em diversos outros países com clientes, como JLR, BMW e a própria Mercedes Benz. Com a Mercedes-Benz na China, a ZF fornece de modo sequenciado produtos para a Classe C, GLE, GLS, GLE Coupé & Classe R. Nos EUA, o fornecimento sequenciado é para os modelos Classe C, E, Classe GLK e GLA.