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Várias opções para maior autonomia

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Tags: Mobilidadeelétrica, #MobilityLifeBalance

Não basta aumentar a capacidade da bateria para possibilitar aos carros elétricos percorrerem maiores distâncias. A ZF está fazendo diversos ajustes no sistema de transmissão para obter a maior autonomia possível com cada recarga de bateria.
Kathrin Wildemann, Setembro 30, 2019
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Kathrin Wildemann pertence ao time permanente de redação da ZF desde 2016. Em matérias online e offline, ela prefere cobrir temas relacionados à mobilidade e outros assuntos sobre sustentabilidade.
Quando as pessoas são questionadas sobre os principais motivos que as impedem de mudar para um veículo elétrico, os motoristas geralmente mencionam os custos de aquisição significativamente mais altos e a autonomia dos carros elétricos, que é muito curta quando em comparação com os sistemas de acionamento baseados na combustão interna. Enquanto a primeira crítica está desaparecendo gradualmente à medida que a quantidade de veículos fabricados aumenta, a ZF já está trabalhando para eliminar o segundo obstáculo. Os desenvolvedores da empresa tecnológica estão adotando várias abordagens para alcançar esse objetivo.

Componentes de acionamento em perfeita sinergia

Componentes de acionamento em perfeita sinergia

Claro que a autonomia pode ser aumentada com a instalação de uma bateria maior. No entanto, as consequências são menos espaço para passageiros e bagagem, maior peso do veículo e maiores custos de aquisição. Faz mais sentido projetar todos os componentes da linha de transmissão o melhor possível e coordená-los perfeitamente entre si, que é a abordagem adotada pela ZF. Dessa maneira, mesmo otimizações supostamente pequenas podem aprimorar a eficiência geral de forma perceptível. Bert Hellwig, diretor do departamento de mobilidade elétrica da ZF, afirma: "Para veículos elétricos usados diariamente, é importante obter a maior autonomia possível de cada recarga de bateria. Cada ponto percentual no ganho de eficiência energética resulta em 2% a mais na autonomia."
Por exemplo, um inversor com eletrônica de potência perfeitamente adaptado ao sistema de acionamento contribui para o uso otimizado da energia disponível. Esses componentes controlam recursos como a regeneração de energia (recuperação) durante a frenagem.
"Para veículos elétricos usados diariamente, é importante obter a maior autonomia possível de cada recarga de bateria. Cada ponto percentual em eficiência energética resulta em 2% a mais na autonomia."
— Bert Hellwig, diretor do departamento de mobilidade elétrica da ZF

Eletrônica de potência de baixa resistência para percorrer mais quilômetros

Eletrônica de potência de baixa resistência para percorrer mais quilômetros

Nessa área, a ZF colhe os benefícios de seu compromisso com os esportes motorizados, onde a pressão para inovar é particularmente alta: na Fórmula E, a eficiência é o fator crucial. Para a temporada 2018/2019, a ZF desenvolveu toda a linha de transmissão da equipe Venturi. Para obter a máxima performance, os engenheiros usaram pela primeira vez o carboneto de silício em vez do habitual silício como semicondutor na eletrônica de potência. O carboneto de silício pode ser usado para tornar os chips 10 vezes mais finos. Isso é vantajoso porque a resistência interna da eletrônica de potência diminui e a eficiência e a autonomia do veículo aumentam. O Grupo agora planeja incorporar essa inovação em sua tecnologia de produção em série.
Os semicondutores feitos de carboneto de silício usados na eletrônica de potência diminuem a resistência em comparação com os semicondutores de silício convencionais, aumentando assim a eficiência e a autonomia dos acionamentos elétricos.
Eletrônica de potência: um aumento da autonomia de até 10% devido ao carboneto de silício.

Vários benefícios graças ao motor e transmissão elétricos

Vários benefícios graças ao motor e transmissão elétricos

Uma abordagem adicional para aumentar a eficiência da mobilidade elétrica se baseia na extensa experiência do Grupo em tecnologia de transmissão: os desenvolvedores da ZF equiparam um novo carro elétrico compacto com uma transmissão de duas marchas. "Com duas marchas, podemos alcançar uma melhor aceleração e uma velocidade máxima mais alta. Outra razão para a transmissão de duas marchas foi aumentar a eficiência do acionamento", afirma o Dr. Stephan Demmerer, diretor de pré-engenharia de mobilidade elétrica, e acrescenta: "Com esta combinação de um motor elétrico especial com uma transmissão de duas marchas, alcançamos um sistema otimizado com eficiência máxima."
O novo acionamento elétrico de duas marchas, com uma potência máxima de 140 kW, permite que um veículo de passeio seja conduzido em velocidades mais altas com muito mais eficiência energética do que no caso dos veículos elétricos convencionais. Ao mesmo tempo, o veículo elétrico não perde tração em velocidades mais baixas. Juntamente com a eletrônica de potência integrada, o acionamento elétrico com um elemento de câmbio garante um aumento na autonomia de até 5%.
Acionamento elétrico de duas marchas da ZF: mais eficiência e autonomia devido à transmissão.

Uso versátil do acionamento elétrico de duas marchas da ZF

Uso versátil do acionamento elétrico de duas marchas da ZF

Esta linha de transmissão da ZF oferece várias opções de aplicação às montadoras. Por exemplo, elas podem oferecer veículos com maior autonomia com o mesmo tamanho de bateria, dando resposta às principais preocupações de muitos clientes. O ganho em eficiência também permite combinar o acionamento com uma bateria menor, economizando dinheiro, espaço de instalação e peso, o que é uma vantagem em particular para os carros subcompactos e urbanos sensíveis em termos de preço. O acionamento modular de duas marchas também se destina a montadoras que se concentram na performance. Até agora, os acionamentos elétricos estavam associados à escolha entre um alto torque de partida ou uma alta velocidade máxima. Juntamente com um potente motor elétrico de até 250 kW, o novo conceito de acionamento fornece potência suficiente para garantir que os motoristas de veículos esportivos ou pesados não precisem fazer concessões durante a partida ou ao dirigir em alta velocidade.
Troca para a segunda marcha a 70 km/h: o acionamento de duas marchas para veículos de passeio.

#MobilityLifeBalance

Em uma nova campanha, a ZF coloca as pessoas e suas demandas de mobilidade no foco das atenções, mostrando ondem e como as coisas podem ser melhoradas.

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