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Capacidade híbrida

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Tags: ZeroEmissões, Mobilidadeelétrica, Eficiência

Com os acionamentos híbridos plug-in, há muito tempo a mobilidade elétrica se tornou realidade nas ruas. Contanto que a bateria tenha capacidade suficiente, os veículos equipados com essa tecnologia são versões elétricas perfeitas para o dia a dia.
Martin Westerhoff, Dezembro 05, 2018
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Martin Westerhoff Especializado em tecnologia, Martin Westerhoff estudou jornalismo e escreve sobre veículos e tecnologias. Suas paixões são o esporte motorizado e carros de corrida.
Os veículos que estão sendo lançados pelas maiores montadoras atraem bastante atenção. A razão é que muitas dessas marcas estão apresentando seus primeiros modelos totalmente elétricos, com destaque em manchetes, relatórios de test drive e comentários nas redes sociais. Isso é absolutamente compreensível. Fato é que a eletromobilidade já faz parte do cotidiano há muito tempo, mesmo que seja especialmente nos veículos dos segmentos médio e luxo. Seja um carro de passeio de porte menor ou um SUV – esses veículos equipados com acionamento híbrido plug-in e bateria adicional oferecem ao motorista a possibilidade de dirigir no modo elétrico ou usando o motor de combustão. Recentemente, a Porsche publicou que, no primeiro trimestre de 2018, 60% dos clientes que compraram um Panamera haviam optado por uma versão híbrida plug-in (VEHP).

Até agora, as baterias dos VEHP têm sido projetadas com capacidade para distâncias de até 50 quilômetros no modo puramente elétrico. Se os motoristas recarregarem seus híbridos plug-in na tomada da rede elétrica, estarão basicamente dirigindo um carro elétrico. Para muitas pessoas, esse tipo de veículo combina perfeitamente com seu estilo de vida e rotina.

Expectativa de forte aumento no mercado de transmissões híbridas plug-in

Expectativa de forte aumento no mercado de transmissões híbridas plug-in

Com suas atuais versões de transmissões automáticas escalonadas e de dupla embreagem, a ZF promove o sucesso desses veículos com recarga externa de energia. As versões híbridas plug-in de ambos os tipos de transmissão combinam até oito marchas no motor de combustão com um potente e compacto motor elétrico. Os motores elétricos alojados nas carcaças das transmissões sem ocupar muito espaço têm uma potência de até 100 kW (o que corresponde a 136 cv), possibilitando que o acionamento elétrico chegue a uma velocidade de até 140 km/h. Por essa razão, a ZF espera aumentar dez vezes sua produção de transmissões híbridas até 2023. “Essa é a única forma de carros de passeio maiores poderem alcançar as metas definidas de CO₂”, afirma o CEO Wolf-Henning Scheider ao explicar a demanda.

100 quilômetros
no modo puramente elétrico
será o alcance da próxima geração de híbridos plug-in.

EVplus viabiliza a mudança para a condução elétrica

EVplus viabiliza a mudança para a condução elétrica

Scheider lamenta que os políticos e a mídia não estão valorizando a tecnologia híbrida como ela realmente merece. “Denominamos a próxima geração de híbridos plug-in de EVplus. Essa designação reflete a importância dos dois tipos de acionamento: o motor elétrico cobre a maior parte do desempenho de condução (EV) e o ‘plus’ representa o motor de combustão”, completa o executivo. Esses veículos garantem um alcance de até 100 quilômetros no modo elétrico. Mas o mais importante é que a tecnologia seja muito mais disseminada, pois só quando ela for instalada em veículos dos segmentos mais sensíveis é que suas vantagens poderão ser realmente aproveitadas nos inúmeros carros de passeio que perfazem a maior parte do trânsito.
Tela mostrando os dois acionamentos que equipam o veículo de teste híbrido da ZF. Quando ambos estão ativados, a tração é nas quatro rodas.
A transmissão de dupla embreagem 8DT da ZF também pode ser hibridizada por meio da integração de um motor elétrico com potência de 100 kW.

Tecnologia VEHP: acionamento elétrico com maior desempenho e menor custo operacional

Tecnologia VEHP: acionamento elétrico com maior desempenho e menor custo operacional

As transmissões híbridas plug-in da próxima geração produzidas pela ZF terão um desempenho de até 160 kW (218 cv) e contarão com a integração de uma unidade eletrônica . Com essa alta potência elétrica, as montadoras e seus clientes poderão desfrutar de um acionamento elétrico de ponta. Em contrapartida, o motor de combustão pode ser menor e mais compacto. Mesmo que, no geral, os clientes finais tenham que pagar um valor de compra mais elevado pela tecnologia híbrida plug-in do que por um acionamento convencional, a economia obtida nos custos operacionais mais do que compensam o preço. O Automóvel Clube Alemão (ADAC) reitera que os custos subsequentes de muitos dos atuais híbridos plug-in são menores do que os dos modelos comparáveis a gasolina.
As futuras transmissões da ZF levarão a uma redução de até 75% nos custos de combustível, calculados pelo novo ciclo WLTP, obrigatório para todos os carros de passeio licenciados desde 1º de setembro de 2018. Chamado de WLTP (do inglês “Worldwide Harmonized Light Vehicle Test Procedure”), o mais recente procedimento de teste mundialmente padronizado cobre bem mais ações de aceleração e frenagem do que a edição anterior. Ele mostra a eficácia da tecnologia híbrida, por exemplo, na hora de converter a energia de frenagem em potência.
“A ZF denominou a próxima geração de híbridos plug-in de EVplus.”
— Wolf-Henning Scheider, CEO da ZF Friedrichshafen AG

Demanda de soluções elétricas para o mercado de grandes volumes

Demanda de soluções elétricas para o mercado de grandes volumes

Neste ano, a ZF demonstrou que tem capacidade para oferecer tecnologia híbrida plug-in para todas as configurações de acionamentos veiculares. Um SUV compacto padrão produzido para o mercado indiano foi utilizado como base para estruturar um interessante protótipo. Uma equipe de projeto da ZF instalou um acionamento elétrico no eixo traseiro desenvolvido pela própria marca. Esse componente é interligado com o módulo para automatização de uma transmissão manual e com o motor transversal dianteiro a diesel. A eletrificação transforma a transmissão automatizada (AMT) em uma versão elétrica (eAMT). Um aspecto adicional dessa configuração é a tração nas quatro rodas, que pode ser disponibilizada quando for necessário. “Isso demonstra que um acionamento híbrido plug-in com funções completas também pode ser facilmente implementado em veículos do segmento mais sensível, oferecendo muita comodidade na troca automatizada de marcha”, explica Norman Schmidt-Winkel, engenheiro de funções da unidade de tecnologia de tração elétrica da ZF.
Projetos como esse evidenciam que a empresa está aberta para todas as tecnologias. Com sua diversificada linha de transmissões eficientes e soluções de acionamento para drivelines convencionais, híbridos e totalmente elétricos, a ZF ajuda a reduzir ao máximo o consumo de combustível e as emissões de carbono do maior número possível de veículos.
O protótipo da ZF baseado no modelo indiano Duster da Renault leva a combinação de um acionamento dianteiro com motor de combustão e um acionamento elétrico do eixo traseiro para eficiência máxima.

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