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Grandes cidades com grande impacto

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Tags: ZeroAcidentes, ZeroEmissões, ConduçãoAutónoma, Conectividade, Segurança, Mobilidadeelétrica, Eficiência

A urbanização é uma megatendência e o fluxo para as áreas metropolitanas permanece mundialmente inalterado – com consequências negativas para a qualidade de vida e do ar. Apenas conceitos feitos sob medida podem efetivamente ajudar a proteger o clima. A ZF oferece várias soluções e tecnologias.
Stefan Schrahe, Outubro 09, 2018
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Stefan Schrahe tem escrito há três décadas sobre tudo o que tem quatro rodas. Em seu tempo livre, gosta de andar de bicicleta – dando preferência às motorizadas.
O ritmo da urbanização é acelerado. Hoje, mais pessoas vivem em centros urbanos do que em áreas rurais. Até 2050, dois terços da população mundial estarão morando em cidades. Esse panorama demandará mais mobilidade – com sérios efeitos para a qualidade de vida e do ar. Se não repensarmos nossas atitudes, o transporte global e as respectivas emissões de CO2 aumentarão 70% até o meio deste século. Já batemos recordes negativos suficientes: na região metropolitana de Los Angeles, no caminho de ida e volta do trabalho, as pessoas passam cerca de 102 horas ao ano em congestionamentos. O trânsito de Belfast avança a uma velocidade média de apenas 5,4 km/h, comparada à de pedestres – ou seja, está prestes a entrar em colapso. Por isso, a grande tarefa é tornar a mobilidade mais inteligente e eficiente. A ZF está desenvolvendo a “mobilidade da próxima geração” com várias soluções tecnológicas.

Reorganizar em vez de proibir a mobilidade

Diante desse avanço, muito em breve a cidade focada no automóvel será coisa do passado. Visto que a mobilidade é um direito fundamental, é preciso criar novos conceitos. O lema é fazer uma reorganização e se alinhar às condições locais e não impor proibições. A rede global de cidades “C40” que abrange mais de 90 metrópoles ao redor do mundo para trocar informações sobre seus conceitos de mobilidade também já constatou isso. Pode-se identificar uma evolução mundial clara: o futuro será das zonas de eletromobilidade sem emissões. Uma das tendências é a eletrificação das frotas de ônibus, que desempenham um papel essencial no sistema de transporte público de todas as metrópoles. Para o CEO da ZF, Wolf-Henning Scheider, essa conclusão é estimulante. “Com o eixo elétrico tipo pórtico AxTrax AVE, a ZF oferece uma solução de tração elétrica que pode ser perfeitamente integrada em conceitos e plataformas de veículos existentes”, afirma.
Juntas, as 96 cidades da rede C40 perfazem 25% do produto interno bruto mundial e, com mais de 650 milhões de habitantes, representam uma em cada doze pessoas do planeta.

Tipologia para atender às demandas de diferentes metrópoles

Tipologia para atender às demandas de diferentes metrópoles

Soma-se a isso o fato de os problemas de trânsito enfrentados pelas diversas megalópoles serem bem variados. Visando fazer um planejamento abrangente dos conceitos de mobilidade e desenvolver os respectivos produtos customizados, é sensato categorizar as metrópoles em quatro tipos:
  • O tipo A possui alta densidade demográfica em uma área comparativamente pequena e uma grande concentração de opções de transporte público.
  • O tipo B também tem alta densidade populacional, mas um expressivo transporte individual. O transporte coletivo tem pouca importância.
  • O tipo C descreve uma área urbana fragmentada com uma alta proporção de transporte público.
  • O tipo D caracteriza uma cidade fragmentada com elevada cota de transporte individual.
É evidente que para esses tipos tão distintos de cidade não pode haver apenas uma solução para a mobilidade do futuro. É por isso que os engenheiros da ZF estão desenvolvendo conceitos adequados a cada situação.
A ZF oferece uma grande variedade de soluções e tecnologias para todos os tipos de metrópole.

Robotáxis para cidades com alta densidade demográfica

Robotáxis para cidades com alta densidade demográfica

Para o typo A e cidades como Hong Kong, por exemplo, o e.GO Mover é perfeito, já que as ofertas de mobilidade focadas no automóvel desaparecerão das megalópoles dessa categoria e serão substituídas por robotáxis. Nos próximos cinco a sete anos, a demanda de micro-ônibus totalmente elétricos aumentará mundialmente para perto de 1 milhão de veículos ao ano.
A base ideal para os robotáxis é o Intelligent Dynamic Driving Chassis (IDDC). A plataforma altamente versátil para veículos elétricos autônomos é capaz de ver, pensar e agir com o auxílio de câmeras , radares e sensores do tipo LIDAR, do computador central ZF Pro AI e do sistema de frenagem integrado , além da direção do eixo dianteiro e traseiro.

Micromobilidade com acionamento elétrico e ABS

Micromobilidade com acionamento elétrico e ABS

Em cidades do typo B – como Bangcoc –, o transporte público tem menos relevância. O foco está mais voltado aos veículos da micromobilidade elétrica. Como a ZF valoriza a segurança tanto quanto as emissões zero, a empresa desenvolveu um sistema de acionamento elétrico para bicicletas e biciclos para levar cargas, além de um sistema ABS. O conjunto de freio pesa apenas 300 gramas e gera pressão de frenagem de 80 bar.
Os robotáxis também são uma opção útil para essa categoria de cidade. Sua aceitação será maior se a experiência de condução for a mais agradável possível. Para isso, a dinâmica longitudinal e lateral precisa ser perfeitamente coordenada, já que a aceleração, a frenagem ou o esterçamento com solavancos diminuem a confiança que os passageiros têm no computador motorista. Com o cubiX, a ZF criou uma tecnologia de rede inédita que integra uma série de sistemas do chassis. E se o sistema de amortecimento ativo sMOTION estiver instalado a bordo, o cubiX também é capaz de controlar a dinâmica vertical dos robotáxis – como impactos provocados pelo pavimento irregular.

Em 2015, o transporte respondeu por
23 por cento
das emissões globais de CO₂.

Teleféricos inteligentes para cidades montanhosas

Teleféricos inteligentes para cidades montanhosas

Em localidades fragmentadas do tipo C, o transporte público tem grande importância. O exemplo de Bogotá demonstra que ele não precisa se concentrar nas ruas: a capital colombiana está construindo um teleférico de 3,3 quilômetros de extensão, que ligará um bairro inteiro à rede municipal de transporte coletivo – fazendo com que inúmeras pessoas tenham acesso à vida pública. Sistemas de transporte coletivo como esse podem ser beneficiados pelos componentes inteligentes da ZF. Como La Paz, na Bolívia, onde veículos ferroviários leves são equipados com transmissões industriais da marca que, a partir de 2019, levarão o sistema de gerenciamento do desempenho ProVID da ZF. A tecnologia possibilitará fazer o diagnóstico remoto do sistema de acionamento completo pela nuvem da ZF, reduzindo os custos de manutenção e reparo e evitando períodos de inoperação desnecessários.

Transmissões híbridas plug-in reduzem as emissões

Transmissões híbridas plug-in reduzem as emissões

Cidades do tipo D não se beneficiarão com essa tecnologia: em localidades fragmentadas com forte foco no transporte individual, como Houston, no Texas, Estados Unidos, será muito mais importante reduzir drasticamente o consumo e as emissões dos automóveis convencionais. Componentes como a transmissão híbrida de 8 marchas da ZF podem desempenhar um papel fundamental nesses municípios. Com o motor elétrico integrado de 100 kW (136 cv), é possível chegar a uma velocidade de até 140 km/h sem emissões e autonomia de 80 quilômetros – dependendo da capacidade da bateria. A tecnologia permite percorrer trajetos mais curtos no modo puramente elétrico – ajudando decisivamente a alcançar as metas locais de qualidade do ar. Paralelamente, o princípio híbrido possibilita rodar distâncias mais longas – graças ao motor de combustão convencional.

Van sustentável e limpa para a rota final de entrega

Van sustentável e limpa para a rota final de entrega

A solução dos desafios do trânsito urbano não se restringe apenas ao transporte de passageiros. Em franca expansão, o comércio eletrônico – vendas pela internet – fez com que o transporte de bens e mercadorias seja responsável por 15% das emissões locais. A ZF Innovation Van ajuda a evitar que as ruas fiquem bloqueadas por caminhões parados. O veículo de entrega totalmente elétrico e equipado com funções de condução autônoma do nível 4 é capaz de procurar por uma vaga para estacionar ou ir até o próximo endereço, mesmo sem motorista ao volante. Tudo isso alivia consideravelmente o tráfego em áreas com espaço restrito e facilita o trabalho dos entregadores.
“O intuito da estratégia ‘Next Generation Mobility’ não é avaliar se o transporte individual tem futuro ou não ou que tipo de mobilidade prevalecerá. Se as pessoas e mercadorias precisam continuar sendo mobilizadas de forma sustentável, é preciso melhorar as condições existentes e encontrar a melhor solução para cada caso. A ‘divisão modal’ correta e a integração dos diferentes meios de transporte serão os emblemas de uma nova mobilidade urbana. Os caminhos que levam a esse objetivo são distintos. As soluções e tecnologias da ZF se orientam por essa diversidade”, afirma Wolf-Henning Scheider.